Açúcar – Parte I

O açúcar, assim como o sal, são dentre as descobertas da humanidade, os 2 grandes vilões que nos atacam diariamente na surdina…

Açúcar doce veneno

Açúcar – Parte I

O açúcar, assim como o sal, são dentre as descobertas da humanidade, os 2 grandes vilões que nos atacam diariamente  na surdina…quietinhos e que por trás dessa dita necessidade, assim como todos os alimentos, remédios, etc.,  tudo o que é comido ou bebido tem que ser com moderação; há grandes malefícios ao nosso organismo.

No caso do açúcar em si e também as massas (carboidratos), e vários outros tipos de alimentos, durante o processo de digestão, são transformados  em açúcares (glicose, frutose, maltose,etc), que são necessários para dar sustento e energia as nossas células. Bem não sou especialista no assunto , mas em síntese é isso.

Mas o que vemos é o consumo exagerado do mesmo, alterando o equilibrio celular  e o reflexo é o excesso de açúcar no sangue pode levar a diabetes . E ainda associado ao excesso de gorduras pode comprometer as nossas reservas, elevando-as a tal ponto que com a concentração exagerada …, o resultado é a obesidade em suas diversas apresentações, outro mal que assola a humanidade.

Doces e Massas são realmente uma tentação, mesmo para mim que sou adepto ao adoçante há uns 20 anos, de livre e espontânea vontade, concordo, mesmo que em pequenas porções é uma delicia. O que dizer então do chocolate, em suas mais variadas apresentações, mesmo não sendo chocólotra, é irresistível.

 

Vamos então a 1ª parte deste artigo, conhecer um pouco mais sobre um dos Vilões mais queridos e amados…o AÇUCAR.

Carlos Freire

 

O açúcar é um termo genérico para carboidratos cristalizados comestíveis, principalmente sacarose, lactose e frutose. Especificamente, monossacarídeos e oligossacarídeos pequenos. A sua principal característica é o sabor adocicado.

Em culinária, quando se fala em “açúcares”, costumam se excluir os polióis da definição de açúcar, restando todos os monossacarídeos e dissacarídeos. No singular, “açúcar” costuma se referir à sacarose, identificando outros açúcares por seus nomes específicos (glicose, frutose etc).

A produção e o comércio de açúcar influenciaram a história de várias maneiras. Em tempos modernos, o açúcar influenciou o colonialismo, a escravidão, migrações domésticas e internacionaise guerras. O açúcar possui uma propriedade, a triboluminescência, que faz com que ele brilhe quando friccionado.

 

Índice

 

  • 1 Riscos à Saúde
  • 2 Etimologia
  • 3 História

                 3.1 História moderna

  • 4 Formas de apresentação da sacarose
  • 5 Processo de fabricação
  • 6 A produção de açúcar no Brasil

 

Riscos à Saúde

 

 

Seu uso excessivo pode causar doenças coronáriasdiabetes tipo II, problemas neurológicos, doença renal crônica,problemas de aprendizagem e síndrome metabólica,  Seu uso está associado a doença hepática gordurosa não alcoólica.

Etimologia

 

A palavra “açúcar” tem sua origem no termo sânscrito çarkara (em prácrito, sakkar), que significa “grãos de areia”, através do árabe as-sukkar.

História

 

A cana-de-açúcar é originária da Índia. Açúcar foi produzido no subcontinente indiano desde a antiguidade. Porém não era de fácil acesso: o mel era usado com maior frequência para se adoçar os alimentos na maior parte do mundo. Uma das primeiras menções à cana-de-açúcar aparece em manuscritos antigos de chineses datados do oitavo século antes de Cristo. Ao redor de 500 AC, habitantes do subcontinente indiano faziam grandes cristais de açúcar para facilitar o transporte e armazenamento. Esses cristais, chamados khanda , são semelhantes aos pães de açúcar que eram a principal forma de açúcar até o desenvolvimento de açúcar granulado e em cubos no final do século XIX.

Açúcar

Diferentes tipos de açúcar

 

 

O açúcar se manteve razoavelmente pouco importante até que os indianos descobriram métodos de transformar caldo de cana em cristais de açúcar, que eram mais fáceis de se armazenar e transportar. O açúcar cristalizado foi descoberto no tempo da dinastia Gupta, ao redor do século V. Navegantes indianos levaram açúcar por várias rotas de comércio. Monges budistas viajantes levaram métodos de cristalização de açúcar para a China.

 

Durante o reinado de Harsha (entre 606 e 647), na Índia do Norte, enviados indianos para a China na época Tang ensinaram o cultivo de cana-de-açúcar depois que o imperador Li Shimin demonstrou interesse por açúcar. Pouco depois, a China estabeleceu cultivos de cana-de-açúcar no século sete. Documentos chineses confirmam ao menos duas missões chinesas para a Índia para obter tecnologias para o refino de açúcar, iniciadas em 647.

A cana-de-açúcar foi uma cultura de acesso limitado e açúcar uma mercadoria rara durante muito tempo. Os cruzados levaram açúcar para casa na sua volta à Europa após suas campanhas na Terra Santa, onde eles encontraram caravanas carregando “sal doce”. No começo do século XII, Veneza adquiriu algumas vilas perto de Tiro e organizou propriedades rurais para produzir açúcar para exportar para Europa, onde ele suplementou o mel como a única outra forma de adoçante.  O cronista cruzado Guilherme de Tiro, escrevendo no final do século XII, descreveu o açúcar como “muito necessário para o uso e saúde da humanidade”.

 

Celso Furtado afirma haver indicações de que os italianos participaram da expansão agrícola das ilhas portuguesas do Atlântico por volta do século XV. A técnica de produção açucareira já era difundida no Mediterrâneo e o produto refinado em Chipre era considerado de primeira classe, envolvendo segredos industriais. Tanto que, em 1612, o Conselho de Veneza ainda agia nesse sentido, proibindo a exportação de equipamentos, técnicos e capitais oriundos da indústria. Comerciantes de açúcar se tornaram ricos; Veneza, no auge de seu poder financeiro, foi o principal centro de distribuição e comércio de açúcar para a Europa.

No início do século XV, deu-se uma viragem importante na história do açúcar. O infante D. Henrique resolveu introduzir na Madeira a cultura agrícola da cana-de-açúcar. O projeto correu bem e, em breve, Portugal estaria a vender açúcar ao resto da Europa. Por outro lado, com a passagem do cabo da Boa Esperança, os Portugueses passaram a viajar para a Índia com bastante regularidade. Nesta época, os Portugueses tornaram-se, assim, os maiores negociantes de açúcar, e Lisboa a capital da refinação e comércio deste produto. Normalmente associa-se o açúcar a uma origem sul-americana. No entanto, terá sido apenas na altura dos Descobrimentos que a cana fez a sua viagem até este o continente americano. Foi Cristóvão Colombo o intermediário desta viagem, tendo levado alguns exemplares de cana-de-açúcar provenientes das Canárias para plantar em São Domingos, a actual República Dominicana.

 

A cultura de cana encontrou, no continente americano, excelentes condições para se desenvolver, e não foram precisos muitos anos para que, em praticamente todos os países americanos colonizados pelos europeus, os campos se cobrissem de cana-de-açúcar. Os navegadores portugueses apostaram nos solos férteis das terras brasileiras para instalar plantações gigantescas de cana cultivadas com mão de obra escrava, e a aposta foi bem-sucedida do ponto de vista financeiro. Os solos eram férteis e o clima, o mais adequado. Nesta época, na Europa, o açúcar era um produto de tal maneira cobiçado que foi apelidado de “ouro branco”, tal era a riqueza que gerava.

História moderna

Em agosto de 1492, Cristóvão Colombo chegou a La Gomera, nas Ilhas Canárias, fazendo uma escala para reabastecimento de víveres, pretendendo inicialmente ficar apenas por quatro dias. Ele envolveu-se romanticamente com a governadora da ilha, Beatriz de Bobadilla y Ossorio, permanecendo por um mês. Quando Colombo finalmente zarpou, ela lhe deu brotos de cana-de-açúcar, que foram os primeiros a chegar ao Novo Mundo.

O açúcar foi um artigo de luxo na Europa antes de século XVIII. Tornou-se amplamente popular nesse século e tornou-se artigo de primeira necessidade no século XIX. Esta evolução de gosto e demanda pelo açúcar como ingrediente básico trouxe grandes mudanças sociais e econômicas. Causou, parcialmente, a colonização das ilhas e nações tropicais onde as plantações de cana com trabalho intensivo eram necessárias. A demanda por mão de obra barata para um trabalho pesado e desumano, foi um dos fatores para o crescimento do tráfico de escravos oriundos da África (e em particular da África Ocidental), seguido das modalidades de trabalho contratado com mão de obra oriunda do sul da Ásia (especialmente da Índia). Milhões de escravos e trabalhadores contratados foram trazidos para o Caribe, a Polinésia, a África Ocidental e Meridional, a América do Sul e o Sudeste Asiático. A mistura étnica atual de muitos países, criada nos dois últimos séculos, teve entre suas principais razões o açúcar .

 

O açúcar também levou a alguma industrialização em ex-colônias. Por exemplo, o tenente J. Paterson, servindo em Bengala, persuadiu o governo britânico que a cana-de-açúcar poderia ser cultivada na Índia britânica com numerosas vantagens e a um custo menor que nas Índias Ocidentais. Como resultado, várias usinas foram instaladas em Bihar, no leste da Índia.

Mais recentemente o açúcar tem sido fabricado em quantidades muito grandes em muitos países, principalmente da cana-de-açúcar e da beterraba. Em alimentos industrializados tem sido substituído pelo xarope de milho.  Fonte:- https://pt.wikipedia.org/wiki/A%C3%A7%C3%BAcar

 

…..Continua…..

 

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