História da Batata – Parte III

Batata, um tubérculo muito versátil. Pode ser frita, assada ou cozida, quem resiste a famosa batata frita, é um paraíso da cozinha…

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Batata – Parte III

 

BATATA

Batata, um tubérculo tão versátil e apreciado praticamente em todas as suas apresentações. Pode ser frita, assada ou cozida, quem resiste a famosa batata frita, que compõe pratos e lanche ou até mesmo em forma de salgadinhos.

Aquela batata frita com bifes, cozida em sopas e saladas e até assada acompanhando (forrando ou não as formas) peixes, aves e carnes, sempre é bem vinda. Então a partir de agora vamos conhecer um pouco sobre a história dela, e como o artigo é meio longo, resolvi apresentá-lo em 3 partes. Vamos então à 3ª parte.

 

Carlos Freire.

Índice

 

  • 1 Descrição
    • 1 Raízes e sistema caulinar
    • 2 Folhas, flores e frutos
    • 3 Tubérculo
    • 4 Crescimento e desenvolvimento
    • 5 Subespécies
    • 6 Variedades

  • 2 Cultivo
    • 1 Preparo do solo e plantio
    • 2 Cuidados com a plantação, colheita e armazenamento
  • 3 Nutrição
    • 1 Toxicidade
  • 4 História
    • 1 Origem
    • 2 Difusão
  • 5 Produção e consumo mundial
  • 6 Doenças e pragas
  • 7 Batata geneticamente modificada
  • 8 Gastronomia
  • 9 Ano Internacional da Batata

 

Produção e consumo mundial

 

Na África a produção está em crescimento constante, sendo que em 1960 foram colhidas 2 milhões de toneladas e quase cinquenta anos depois a produção passou a ser de quase 17 milhões de toneladas. O tipo de cultivo no continente varia desde o plantio irrigado em países como Egito e África do Sul até o plantio para consumo familiar nos países da África central. O maior produtor do continente é o Egito, onde o cultivo ocorre principalmente no delta do Nilo e boa parte da produção é destinada à exportação, principalmente para a Europa. Na África Subsaariana, o maior produtor é o Malawi, onde o clima úmido e a altitude favorecem o cultivo, que geralmente é feito junto com outros cereais, como milho e feijão. A produção do país é destinada principalmente ao consumo interno, sendo que cada habitante consome, em média, 88 quilos de batata por ano no país. A produção e o consumo de batatas sempre esteve concentrado nos países da Europa e da América do Norte, sendo que até a metade do século XX, noventa por cento da produção mundial estava concentrada no continente europeu. Mas isso começou a mudar a partir de 1990 quando a produção dos países da América Latina, África e Ásia começou a crescer drasticamente, superando a produção dos países do norte em 2005. Em 2007 foram produzidos 325 milhões de toneladas do tubérculo, sendo a China o maior produtor mundial, e cerca de um terço de todas as batatas produzidas no mundo são colhidas somente em dois países: China e Índia. A produção na América Latina e África representa menos de vinte por cento da produção mundial, apesar de estar crescendo a níveis recordes. Na América do Norte são registrados as maiores produtividades, sendo a média da região de cerca de quarenta toneladas por hectares, enquanto a média mundial é de apenas 16.8 toneladas por hectare.

 

Os maiores produtores de batata do mundo se encontram na Ásia, onde a batata chegou graças à colonização europeia. A China é o país com a maior produção do mundo, responsável por vinte por cento das batatas produzidas em todo o mundo e, além disso, o tubérculo não é somente base alimentar, mas também fonte de renda para os agricultores das regiões montanhosas com solos pobres. Nas províncias de Shanxi e Mongólia Interior, por exemplo, a batata fornece uma renda que representa mais da metade dos ganhos da população rural. Na Índia, terceiro maior produtor mundial, a batata é cultivada na planície Indo-Gangética e a produção cresce em ritmo acelerado devido à maior demanda causada pelo aumento da população urbana. O Irã também se destaca na produção mundial, sendo o terceiro maior produtor asiático e 12° no mundo. A “maçã da terra”, como é conhecido o tubérculo no país, é cultivado utilizando-se de irrigação na costa sul do mar Cáspio, nos montes Zagros e nas terras baixas no sul, alternando-se o cultivo com trigo e outros vegetais em ciclos de três ou quatro anos. No Japão, a produção de batatas está diminuindo nas últimas décadas, ficando concentrada apenas na ilha de Hokkaido, e essa queda faz com que os hábitos alimentares da população também mudem. Em vez de preparar a batata para o consumo doméstico, os japoneses estão consumindo mais produtos processados, como batata frita. Na Oceania a Austrália e a Nova Zelândia são os maiores produtores, sendo que nesse último, são encontradas as maiores produtividades médias do mundo: em um hectare os produtores do país conseguem produzir até mais de setenta toneladas do tubérculo que, no país, é o vegetal mais popular.

 

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Plantação de batatas na Rússia, maior produtor europeu.

Já na Europa que, apesar de ter perdido o posto de maior produtor para a Ásia, ainda possui sete países na lista dos dez maiores produtores mundiais e sua população ainda é a que consome mais batata no mundo (quase 90 quilos por pessoa por ano, em média). A Federação Russa se mantém com a segunda maior produção mundial, mesmo com a produção se estabilizando em torno de 35 milhões de toneladas anuais. A produção russa provém de pequenas fazendas, com produtividade média de 13 toneladas por hectare, que só não é maior por causa das diversas pragas e doenças que atacam as plantações frequentemente. A Ucrânia também se destaca como quinto maior produtor mundial e também como consumidor, pois cada pessoa consome em média 136 quilos de batata por ano, mas sua produção poderia, assim como a russa, ser bem maior não fosse as perdas com as doenças nas plantações e com armazenamento inadequado.

 

América Latina é uma região onde a produção de batata ainda é muito pequena, mesmo sendo onde se originou a espécie Solanum tuberosum, mas isso tende a mudar com o aumento das plantações comerciais no Brasil e na Argentina. O maior produtor de batatas na América Latina é o Peru, onde o consumo per capita é maior que 80 quilos. No país, as lavouras estão localizadas na região dos Andes centrais e são plantadas por agricultores familiares e, uma vez que nos Andes se encontra uma grande diversidade genética da espécie, a mistura de variedades da planta para aumentar a produção ameaça o patrimônio da região e para ajudar a conservá-lo, o governo peruano criou em 2008 um registro nacional de variedades nativas de batata. No Brasil a batata (ou batata inglesa) ainda é uma cultura com pouca importância na agricultura, mas mesmo assim aparece em segundo na América Latina, com uma produção de mais de três milhões de toneladas em 2007 e a tendência é que a produção aumente. O consumo no país ainda é baixo (14 quilos por pessoa anualmente), mas isso tende a mudar, pois a demanda de lanches rápidos com batatas é um mercado em franco crescimento no país. Nos países latino americanos a tendência é que a produção aumente cada vez mais graças à introdução de novas variedades e aumento do consumo nas áreas urbanas.

Na América Anglo-Saxônica, Estados Unidos e Canadá são o quarto e o 13° produtores mundiais, respectivamente. Nos Estados Unidos o investimento em novas variedades e técnicas de produção levou o país a atingir uma das maiores produtividades do mundo: mais de 44 toneladas por hectare. A maior parte da produção estadunidense provém da parte noroeste do país, onde são colhidas entre Setembro e Outubro. Cerca de 60% da produção do país é transformada em outros produtos, como batata frita e desidratada e amido. No Canadá a demanda por batata fez a produção crescer, fazendo do país o segundo maior produtor de batata congelada do mundo. Apesar da popularidade do tubérculo no país, o consumo caiu de 76 para 65 quilos por pessoa anualmente entre 1994 e 2007.

Doenças e pragas

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Myzus persicae

Geralmente a lavoura de batata possui uma grande quantidade de outros seres vivos, como insetos e ácaros, cujas espécies variam de uma região para outra. Entretanto, alguns seres vivos podem se hospedar na planta e causar danos excessivos que, na maioria das vezes deve-se à alimentação nas folhas com redução da área fotossintética, à alimentação nas raízes e estolhos e à alimentação nos tubérculos, que prejudica a quantidade e a qualidade dos mesmos. As principais pragas que atingem as lavouras são os pulgões, que estão distribuídos entre algumas espécies das quais as mais perniciosas são o Myzus persicae e o Macrosiphum euphorbiae. A primeira espécie pode transmitir mais de 100 espécies de vírus que atacam plantas de mais de 30 famílias diferentes e é considerado o principal vetor de viroses na cultura da batata. Os pulgões podem ter formas aladas ou ápteras (sem asas), em resposta ao ambiente no qual vivem, seja por causa da planta, seja por causa do clima e geralmente os indivíduos vivem cerca de vinte dias e as fêmeas podem produzir até oitenta descendentes. Os problemas causados pelos insetos não se restringem somente à disseminação de vírus, a alimentação na folhagem pode comprometer o desenvolvimento da planta, e a saliva das duas espécies citadas tem ação tóxica nas plantas, o que faz surgir o aparecimento de necroses ao longo de nervuras.

 

Outro inseto que causa muitos problemas é a mosca minadora (Liriomyza huidobrensis) cuja população tem aumentado por causa do uso de inseticidas e em algumas regiões o cultivo se tornou inviável. Sua permanência no ambiente é favorecida pois a mosca se desenvolve em mais de 40 hospedeiros diferentes, como na beterraba, girassol, espinafre, melão, melancia e outras. O indivíduo adulto tem cerca de dois milímetros de comprimento, de cor marrom escura a preta, com brilho metálico e manchas amareladas no dorso e na cabeça, e seu ciclo de vida pode durar de 19 a 40 dias, dependendo da estação do ano. A moscas “picam” as folhas para oviposição (os ovos se transformam em larvas que se alimentam da folha) e alimentação, o que reduz a área fotossintética e debilita a planta, que fica prateada ou acinzentada nas regiões atingidas das folhas.

 

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Outros insetos atacam a lavoura em áreas mais localizadas e esporadicamente. O burrinho (Epicauta atomaria), por exemplo, é um besouro de cor cinza que chegam em bandos, comem as folhas da planta em pequenas áreas, e depois saem subitamente também em bando. A infestação do ácaro branco(Polyphagotarsonemus latus) ocorre quando há desequilíbrio causado pelo uso intenso de inseticidas na parte superior da planta para controlar outras pragas. O surgimento de manchas indicam a presença do ácaro que se alastra rapidamente pela lavoura, fazendo com que as plantas fiquem parecendo queimadas e em sequência ocorre a morte antes da formação dos tubérculos. A cigarrinha (Empoasca spp.) é um inseto com cerca de 3 milímetros de comprimento que se alimenta das seiva da planta e, além disso, injeta saliva tóxica na planta, o que causa o paralisação do crescimento e a necrose das folhas, que ficam com bordas amareladas. Uma das principais doenças originadas de bactérias na batata é a murchadeira, causadas por Ralstonia solanacearum, que provoca o murchamento e o secamento das hastes e posterior morte da planta. A rotação de culturas é um método eficiente para controle desta doença. Outra doença bacteriana é a sarna comum, causada por Streptomyces scabies, que se dissemina facilmente nos solos cultiváveis. Provoca pequenas lesões superficiais nos tubérculos.

 

Mas sem dúvida uma das principais doenças da batata é a requeima ou preteadeira, causada pelo oomiceto

Phytophthora infestans (anteriormente considerado um fungo) que pode, sob condições adequadas, destruir completamente uma lavoura em poucos dias. As principais evidências da infestação são as manchas escuras nas folhas que progridem para os pecíolos e hastes e pode atingir até mesmo o tubérculo. A presença do oomiceto é evidenciada pelo surgimento de um tipo de mofo cinza esbranquiçado e uma vez que o patógeno se instala no interior dos tecidos da planta não há mais nada a fazer. Essa doença foi a responsável pela grande fome que atingiu a Irlanda na década de 1840 e, ainda hoje, causa prejuízos de mais de seis bilhões de dólares em todo o mundo.

 

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Pinta preta.

A doença conhecida como pinta preta ou alternaira é causada pelos fungos Alternaria solani e A. grandis ocorre principalmente em plantas adultas e a infecção se inicia pelas folhas mais velhas, sob a forma de manchas zoneadas concêntricas que podem secar a folha completamente. O fungo também pode atingir, raramente, o tubérculo, que apresenta lesões necróticas. A podridão seca causada pelo fungo Fusarium spp. atinge os tubérculos que estão armazenados. O fungo penetra por ferimentos existentes na batata, e faz com que seu interior fique ressecado até que todo o tubérculo seja “mumificado”.

 

As doenças causadas por vírus são bastante diversas e numerosas. Uma delas é a doença do enrolamento da folha causada pelo vírus do enrolamento da folha da batata (Potato leafroll virus – PLRV), cujo principal sintoma é o enrolamento das bordas da folha para cima, no sentido da nervura principal e dissemina-se por meio do plantio de tubérculos infectados e pelos pulgões. Causa uma acentuada redução do crescimento e consequente redução da produção, que varia entre 50 e 70%. O mosaico é causado por vários vírus, sendo o principal o vírus Y da batata. Provoca uma coloração mais clara e amarelada nas folhas e redução dos crescimentos, entre outros sintomas. Os nematódeos também causam prejuízos. O nematodeo-das-gralhas (Meloidogyne spp.) possui menos de um milímetro de comprimento, e se aloja nas raízes das plantas, causando pequenos engrossamentos e provocam o surgimento de “verrugas” que pode atingir todos os tubérculos, que não serve mais para a comercialização. Outro nematódeo, o nematódeo-das-lesões (Pratylenchus penetrans) provoca lesões nas raízes e manhas circulares castanho-púrpura nos tubérculos infectados, impróprios para o comércio.

Batata geneticamente modificada

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O gene introduzido no DNA da batata impede a formação de amilose.

As pesquisas para desenvolver batatas transgênicas começaram no início dos anos 1990, quando desenvolveram uma variedade resistente ao ataque de certo vírus. De fato, plantações com batatas geneticamente modificadas pode aumentar a produtividade, a saúde do consumidor e ajudar a conservar o meio ambiente. Mas muitos ativistas que são contra os produtos geneticamente modificados (GM) contribuíram para a má aceitação do mercado, mas mesmo assim as indústrias da batata continuam a investir nessa tecnologia. Testes feitos nas plantações no noroeste americano mostram que produtos GM permitem o aumento da produção, diminuição dos custos e menor uso de agrotóxicos, além da qualidade superior dos tubérculos. Os produtos GM são vistos como uma promessa para os países subdesenvolvidos, já que os agricultores perdem a maior parte de sua produção porque não podem comprar inseticidas. O aumento da produção resulta no aumento da segurança alimentar, redução do preço, aumento da margem de lucro e proteção do meio ambiente, já que são utilizados menos produtos químicos.

 

Em 2010, a Comissão Europeia aprovou o cultivo e o processamento de uma variedade geneticamente modificada, cujo autorização foi requisitada 14 anos antes, e a produção poderá ser utilizada somente para produção de amido industrial, não para a alimentação. Mesmo assim, essa aprovação representa um grande avanço num continente que se opõe fortemente aos produtos GM. Atualmente na América do Norte a batata GM não é cultivada para utilização comercial, mas não foi sempre assim. A partir de 1996 os agricultores começaram a cultivar as batatas, mas grandes companhias, como McDonalds e Wendy’s se recusaram a comercializar os produtos geneticamente modificados por causa dos possíveis efeitos na saúde dos consumidores. A partir de então várias outras empresas fizeram o mesmo. Atualmente, algumas empresas estadunidenses trabalham com batatas GM, e procuram aprovação para que elas voltem ao mercado. Além disso, promovem ideias que quebram os mitos acerca dos produtos transgênicos; que as batatas GM não são benéficas somente para os fazendeiros, mas para os próprios consumidores e que a batata GM não possui DNA de outras espécies. Com isso, a tendência é que esses produtos sejam bem aceitos pela maioria dos clientes.

 

Uma variedade geneticamente modificada criada é a Amflora. As variedades comuns de batata produzem dois tipos de amido: amilopecitina e amilose. Para a aplicação industrial, somente a amilopectina é utilizada (na indústria de papel, têxtil, materiais de construção etc) e por isso é preciso separá-la da amilose por processos que envolvem muito consumo de energia. Por isso seria ideal que a batata produzisse amido somente na forma de amilopectina. Para isso foi criada a variedade Amflora, que produz somente o tipo de amido necessário para a indústria. Essa variedade também se tornou resistente a antibióticos, e a preocupação é se as bactérias poderiam se tornar resistentes incorporando os genes utilizados na batata, apesar de isso nunca ter sido demonstrado nem na natureza, nem em laboratório.

Gastronomia

Batata13Diversas formas de preparo da batata.

 

A batata é o vegetal mais popular do mundo e o quarto mais consumido, sendo usado em receitas em todo o mundo. São utilizadas como massa na Itália, cozidas com bananas na Costa Rica, cozidas com arroz no Irã, recheadas com fígado na Bielorrússia, fritas com feijões verdes na Etiópia, dentre outras incontáveis receitas com o tubérculo. O segredo do grande sucesso da batata é sua grande diversidade, que proporcionam várias opções de cor e sabor. Algumas variedades dão às sopas uma textura cremosa e um gosto delicado que destaca os outros ingredientes. Outros tipos de batata são melhores cozidas, servidas como um simples lanche ou recheadas com diversos ingredientes.

 

Variedades com maior teor de amido (farinhentas) são melhores para o cozimento, para fritar e para amassar, enquanto outras com menos amido são melhores assadas e mais utilizadas em saladas. Alguns livros de culinária sugerem que o conteúdo de amido pode ser estimado fazendo-se testes simples: o da água salgada (batatas pobres em amido flutuam e as ricas em amido afundam) e o da observação (batatas ovais com pele espessa são melhores para o cozimento, enquanto as grandes e arredondadas servem para várias outras finalidades). A produção em massa através dos anos têm originado batatas maiores, mas mais insípidas (sem sabor). Indo contra essa tendência, a partir dos anos 1990, aumentou a demanda por variedades tradicionais, que, protegidas por patentes, são uma grande fonte de lucro para os agricultores e comerciantes.

 

Mas, sem dúvida, um dos pratos mais conhecidos em todo mundo é a batata frita. O alimento apareceu pela primeira vez na década de 1840, e se tornou popular rapidamente em Paris e, posteriormente, a receita se espalhou pelo resto do mundo. A partir da Segunda Guerra Mundial, cerca de 75 por cento das batatas eram utilizadas em lanches rápidos. Atualmente a popularidade mundial da batata frita deve-se também às grandes empresas de lanches, como McDonalds e Burger King, onde o consumo com sanduíches simboliza uma dieta globalizada. Entretanto, o consumo generalizado da batata processada não é tão vantajoso quanto consumir a batata fresca porque, durante o beneficiamento, o produto perde cerca de 50 por cento de seus nutrientes, além de conter muito mais gordura, que aumenta a quantidade calórica da batata e, consequentemente, provoca obesidade.

 

Ano Internacional da Batata

 

Em 2005, na conferência bienal da Organização para Alimentação e Agricultura (FAO – Food and Agriculture Organizationem inglês) das Nações Unidas (ONU), um representante do Peru propôs uma resolução para que o mundo voltasse suas atenções para a importância da batata como segurança alimentar e diminuição da pobreza. A resolução foi transmitida e aceita pelo secretário geral da ONU que declarou 2008 como sendo o Ano Internacional da Batata. A criação do ano serviu para aumentar a conscientização sobre a importância da batata como um dos principais alimentos para a humanidade com um desejo prático: promover o desenvolvimento de sistemas sustentáveis com base na cadeia produtiva da batata para melhorar o bem estar dos produtores e consumidores e ajudar a perceber o enorme potencial da batata para ser o alimento do futuro.

Fonte:- https://pt.wikipedia.org/wiki/Batata

 

 

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