História do Chocolate – Parte I

O Chocolate é um alimento que tem propriedades nutricionais, especialmente os meio-amargos ou amargos que contém mais cacau…

Chocolate

História do Chocolate – Parte I

 

Este artigo trata da história do chocolate, desde o início do seu cultivo pelas sociedades indígenas pré colombianas até a atualidade.

 

Índice

 

  • 1 Origem
    • 1 Da América para a Europa
    • 2 Séculos XVII e XVIII
    • 3 Século XIX e XX
    • 4 O chocolate no Brasil

Origem

O cacaueiro, é uma planta nativa de uma região que vai do México, passando pela América Central até a região tropical da América do Sul, que vem sendo cultivada por pelo menos três mil anos na região.Os primeiros registros de seu uso datam do período Olmeca. No entanto, existem evidências que indicam cultivo anterior a esse período. Desde sua domesticação o cacau é usado como bebida e, depois, como ingrediente para alimentos. Durante a civilização maia era cultivado e, a partir de suas sementes era feita uma bebida amarga chamada xocoatl, geralmente temperada com baunilha e pimenta. O xocoatl, acreditava-se, combatia o cansaço além de ser afrodisíaco.

Alguns dos vestígios mais antigos de uma plantação de cacau foi datado de 1100 a 1400 a.C., tendo sido encontrado em Puerto Escondido, localidade do Departamento de Cortés, em Honduras. Pelo tipo de recipiente encontrado e pela análise de seu conteúdo, concluiu-se que produzia-se uma bebida alcoólica pela fermentação dos açúcares contidos na polpa que envolve os grãos, bebida essa que continua a ser feita até hoje em partes da América Latina.. Resíduos de chocolate encontrados numa peça de cerâmica maia de Río Azul, na Guatemala, sugerem que já era utilizado como bebida por volta do ano 400 d.C. Documentos maias e astecas relatam que o chocolate era usado tanto para fins cerimoniais como no cotidiano, sendo, no entanto, consumido apenas pela elite.

 

Por suas reconhecidas propriedades e sua difusão regional, o cacau ganhou grande importância econômica na Mesoamérica na era pré-colombiana. Os Maias usavam os grãos como moeda. Dez favas valiam um coelho e por 100 favas de primeira qualidade adquiria-se um escravo. Durante o Império asteca (1325 a 1521 dC) sementes de cacau eram uma forma importante de divisas e meio de pagamento de tributos.

 

Um dos principais objetivos da expansão imperial dos Astecas na direção sudeste, durante o século XV, havia sido o de controlar as regiões produtoras de cacau no Istmo de Tehuantepec e no litoral sul da Guatemala. Diz um cronista quinhentista que os armazéns de Montezuma II, em Tenochtitlan, continham mais de 40.000 cargas de amêndoas de cacau, algo estimado em torno de 1.200 toneladas. Grande parte desse tesouro destinava-se a pagar o soldo dos guerreiros e também alimentá-los: Bernal Diaz, o soldado de Cortés e narrador da conquista, informou que somente a guarda do palácio consumia diariamente mais de 2.000 taças da bebida. Seu uso como meio de pagamento continuou até o século XX, pois em algumas partes da América Central, o cacau ainda era usado como dinheiro.

 

 Da América para a Europa

 

Chocolate

Hernán Cortez, pintura do Museo de América, Madrid.

 

Foi no golfo de Honduras que Cristóvão Colombo, em sua quarta viagem (1502), abordou algumas grandes canoas maias carregadas de panos de algodão, armas, utensílios de cobre e amêndoas de cacau que, segundo o navegador, “eles pareciam ter em grande apreço“. Contudo, somente com a conquista do império Asteca por Hernán Cortés em1519 que os espanhóis descobriram sua utilização.

Os indígenas o tomavam na forma de uma bebida fria, sem nenhum adoçante e, naturalmente, sem leite, o que a tornava desagradável ao paladar europeu, que a consideravam muito amarga. A adição de açúcar de cana, canela e anis a fizeram mais apetecível e ela passou a integrar a dieta criolla tornando-se cada vez mais apreciada. Para melhor conservação durante o transporte marítimo, foi adotada uma forma de preparo que já era conhecida dos guerreiros astecas durante suas longas marchas: o pó era prensado em forma de biscoitos ou tabletes, que no momento do consumo eram derretidos em água (no caso dos espanhóis, quente e adoçada). Mesmo assim, os espanhóis presentes no México levaram algum tempo para se acostumar à bebida de cacau. Cortés teve que impor-lhes seu uso, pois, como escreveu ao imperador Carlos V, “uma taça da preciosa bebida permitia aos homens caminhar um dia inteiro sem necessidade de outros alimentos“.

Quando Cortés retornou para a Espanha em 1526, deve ter levado diversas amêndoas que foram consumidas fora do continente americano pela primeira vez. O primeiro carregamento comercial ocorreu em 1585 a partir de Veracruz para Sevilha. Por quase 100 anos, o preparo da bebida permaneceu como um segredo espanhol, onde apenas a aristocracia local tinha acesso ao caro produto, até que foi finalmente introduzido na Itália em 1606 e, a partir daí, para a França. Logo a bebida se tornaria popular, e as “casas de chocolate” se espalharam por toda a Europa. Nos séculos XVII e XVIII o chocolate foi considerado tanto um alimento como um auxiliar da digestão.Por longo período, os espanhóis cultivaram cacau na América Central usando escravos africanos.

 

 

Séculos XVII e XVIII

Com o passar do tempo a demanda cresceu e já não era mais suficiente a produção do México. Ainda no século XVII, os exportadores espanhóis passaram a introduzir sementes na região de Guayaquil, no Equador, e principalmente na Venezuela. Lá, com a farta mão-de-obra escrava, foi desenvolvido cacau de Caracas, reconhecido por sua qualidade, que era exportado oficialmente pela Compañía Guipuzcoana. Paralelamente a este comércio oficial, o contrabando holandês era fonte de divisas para o porto de Amsterdã. A receita também se reproduzia nas ilhas do  Caribe,  em  Trinidade São Domingos. Além desses estava começando a ser produzido também pelos portugueses no Pará, com exportações para Hamburgo.

 

Durante o século XVII o chocolate, consumido inicialmente apenas como bebida, passou a ser usado também em forma de doces. Tornou-se uma iguaria apreciada pela nobreza europeia. Na Inglaterra, a primeira chocolataria foi inaugurada em Londres, em 1657. As “casas de chocolate” britânicas eram idênticas às já florescentes “casas de café”. Essas casas eram, muitas vezes, cena de jogos, intrigas políticas e distração, tanto que uma casa de chocolate (a White’s) foi um dos cenário da série de pinturas “Rake’s Progress” de Hogarth.

 

Com o aumento do consumo e pelo grande valor do produto, logo a França, Inglaterra e Holanda estavam cultivando cacau nas suas colônias caribenhas e depois em outros lugares do mundo. Com o aumento da produção os preços caíram e a bebida tornou-se ainda mais popular. A produção inglesa se deu após a tomada da Jamaica em 1655, assim, o cacau passou a chegar regularmente e a um custo menor aos cafés londrinos, e quatro anos depois um jornal da cidade publicava a propaganda de um comerciante: “O chocolate, uma excelente bebida das Índias Ocidentais vendida em Queen’s Headelley… é muito apreciado por suas excelentes qualidades. Ele cura e protege o corpo contra muitas doenças, como se lê no livro que também está à venda“. No mesmo ano de 1659, Luís XIV concedeu a David Chaliou, oficial da marinha, o privilégio de “fabricar e vender, por 19 anos, uma composição que se chamava chocolate“.

 

Nascia, assim, a primeira fábrica francesa de chocolate.Em 1689, o médico Hans Sloane desenvolveu na Jamaica uma bebida à base de leite com chocolate que foi inicialmente usada por boticários. Posteriormente, em 1897, a formulação foi vendida aos irmãos Cadbury. Já no século XVIII, a expansão da burguesia e do comércio colonial fizeram crescer ainda mais o consumo na Europa, ao lado do chá e do café, alcançando setores cada vez mais amplos da classe média. Em 1772, só em Madri havia 150 moedores de cacau, organizados em corporações inclusive para se defender da concorrência desleal daqueles que o misturavam com amêndoas, pinhões e bolotas. Até então o cacau ainda era moído manualmente, à maneira dos astecas, mas no mesmo ano de 1772, na colônia americana de Massachusetts, surgiu o primeiro moinho hidráulico, do qual o cacau saia em forma de tortas. Em 1765 surge a primeira fábrica de chocolate nos Estados Unidos, a companhia Baker’s. Assim nascia uma indústria chocolateira, com os processos mecânicos substituindo os métodos artesanais. Em 1778, o francês Doret desenvolvia uma máquina para moer, misturar e aglomerar a massa de cacau.

 

Em meados do século XVII, devido ao desastre demográfico e à estagnação econômica, a Nova Espanha havia decaído como principal região produtora. As planícies litorâneas do Equador, da Venezuela e das Antilhas tomaram o seu lugar, ao lado da Amazônia Portuguesa. Durante o século XVIII o cacau era o principal produto exportado pela Amazônia portuguesa: durante a administração jesuítica embarcavam-se anualmente para Portugal 80.000 arrobas (1.200 toneladas), “fora o muito que se gasta na terra e muito mais o que se perdeu por não haver já navios para ele“. Nos anos seguintes esse volume caiu pela metade, mesmo assim, entre 1756 e 1777, ainda era responsável por 61% do valor dos embarques da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão, em Belém.

Fonte:- https://pt.wikipedia.org/wiki/Chocolate

 

 

CHOCOLATE

Apesar de altamente calórico, e por isso não muito recomendado, o chocolate é um alimento que tem propriedades nutricionais, especialmente os meio-amargos ou amargos que contém mais cacau.

 

O cacau é uma das maiores fontes de polifenóis da alimentação – antioxidantes que desempenham um papel importante na prevenção da oxidação do LDL (o colesterol “ruim”) e na inibição de processos inflamatórios no organismo, impedindo assim o acúmulo de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos e reduzindo o risco de doenças cardiovasculares, como aterosclerose e hipertensão.

CUIDADO

Quando consumido em excesso, pode provocar inchaço, náusea, acnes e dores de cabeça.

Dor de cabeça – O chocolate é bem conhecido por causar dor de cabeça. Alimentos açucarados como ele, podem causar o aumento dos níveis de açúcar no sangue, provocando uma crise de enxaqueca dolorosa. Chocolate também contém cafeína, que em si pode ser um gatilho da enxaqueca.

Sensação de inchaço – Chocolate pode causar tanto acúmulo de gases como inchaço, principalmente quando consumido em excesso. Isso acontece quando os gases não quebram completamente o alimento. Ele se acumula no estômago e intestinos, criando a barriga distendida e desconfortável.

Náusea – O gosto doce de chocolate pode rapidamente azedar quando você come demais. Náusea é o resultado mais comum. Isso pode acontecer com a ingestão de qualquer alimento, mas é mais comum em alimentos ricos em açúcar.

Calórico – Uma barra de chocolate pode ter mais de 500 calorias. Se você está se sentindo um pouco arredondado depois de um fim de semana de gula, experimente a manga africana. Ela vai suprimir o apetite e evitar que você coma mais chocolate, além de ajudar com a perda de peso e melhorar os níveis de açúcar no sangue.

Coceira em excesso – Os alimentos ricos em aminas vasoativas podem desencadear erupções cutâneas, por isso, infelizmente para os amantes de chocolate, sua compulsão pode deixá-lo com a pele vermelha e irritada.

Fonte:  http://www.bjperdoes.com.br/noticias/os-beneficios-do-chocolate/

 

E depois dessas dicas e conselhos vamos então continuar a nossa história sobre o chocolate.

Carlos Freire.

 

…..Continua…..

 

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