História do Chocolate – Parte II

O Chocolate é um alimento que tem propriedades nutricionais, especialmente os meio-amargos ou amargos que contém mais cacau…

Chocolate

CHOCOLATE  –  Parte II

 

  • Apesar de altamente calórico, e por isso não muito recomendado, o chocolate é um alimento que tem propriedades nutricionais, especialmente os meio-amargos ou amargos que contém mais cacau.

•O cacau é uma das maiores fontes de polifenóis da alimentação – antioxidantes que desempenham um papel importante na prevenção da oxidação do LDL (o colesterol “ruim”) e na inibição de processos inflamatórios no organismo, impedindo assim o acúmulo de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos e reduzindo o risco de doenças cardiovasculares, como aterosclerose e hipertensão.

 

  • CUIDADO

  • Quando consumido em excesso, pode provocar inchaço, náusea, acnes e dores de cabeça.
  • Dor de cabeça– O chocolate é bem conhecido por causar dor de cabeça. Alimentos açucarados como ele, podem causar o aumento dos níveis de açúcar no sangue, provocando uma crise de enxaqueca dolorosa. Chocolate também contém cafeína, que em si pode ser um gatilho da enxaqueca.

  • Sensação de inchaço –Chocolate pode causar tanto acúmulo de gases como inchaço, principalmente quando consumido em excesso. Isso acontece quando os gases não quebram completamente o alimento. Ele se acumula no estômago e intestinos, criando a barriga distendida e desconfortável.
  • Náusea –O gosto doce de chocolate pode rapidamente azedar quando você come demais. Náusea é o resultado mais comum. Isso pode acontecer com a ingestão de qualquer alimento, mas é mais comum em alimentos ricos em açúcar.
  • Calórico –Uma barra de chocolate pode ter mais de 500 calorias. Se você está se sentindo um pouco arredondado depois de um fim de semana de gula, experimente a manga africana. Ela vai suprimir o apetite e evitar que você coma mais chocolate, além de ajudar com a perda de peso e melhorar os níveis de açúcar no sangue.
  • Coceira em excesso– Os alimentos ricos em aminas vasoativas podem desencadear erupções cutâneas, por isso, infelizmente para os amantes de chocolate, sua compulsão pode deixá-lo com a pele vermelha e irritada.       Fonte:- http://www.bjperdoes.com.br/noticias/os-beneficios-do-chocolate/

 

  • E depois dessas dicas e conselhos vamos então a 2ª parte da  história sobre o chocolate.

Carlos Freire.

Índice

  • 1 Origem
    • 1 Da América para a Europa
    • 2 Séculos XVII e XVIII
    • 3 Século XIX e XX
    • 4 O chocolate no Brasil

Século XIX e XX

 

Chocolate

Campanha publicitária de uma fábrica de chocolate feita durante o século XIX.

 

Na primeira metade do século XIX, os portugueses, que já haviam levado o cacau para o Brasil, que se tornou o maior produtor nos primeiros anos do século XX, o levaram também para a Guiné, de onde ele iria-se difundir para outras colônias europeias da África Ocidental e mais tarde para o Sudeste asiático e para a Oceania. No final do século XX as maiores regiões produtoras estavam na África Ocidental.

Também ao longo dos séculos XIX e XX, o chocolate atingiu elevados níveis de qualidade em função dos diversos aprimoramentos realizados. Paralelamente à elevação da qualidade, os preços caíram atingindo setores maiores da população. Desse modo, seu consumo cresceu de forma acelerada. Em 1850, por exemplo, foram importadas 1.400 tonelada de cacau pela Inglaterra, na virada do século essas importações multiplicaram-se por nove. A partir da segunda metade do século XIX surgiram os primeiros “empresários do cacau”. Entre esses destacaram-se membros das famílias Hershey, Caldbury, Fry, Rowntree, Cailler, Suchard, Peter, Nestlé, Lindt e Toble.

 

 

Chocolate

 

Henri Nestlé, fundador da chocolates Nestlé, foi um dos criadores, juntamente

com Daniel Peter, do chocolate ao leite

 

Em 1819, em Paris, era construída pelo químico francês Pierre Pelletier a primeira fábrica que utilizava o vapor no seu processo de fabricação. No mesmo ano, François-Louis Cailler fundava em Vevey a primeira fábrica suíça de chocolate. Em 1831, Charles-Amédée Kholer estabelecia outra fábrica em Lausanne, também na Suíça. Em 1828 o chocolateiro holandês Coenraad J. van Houten patenteou um método de retirada da gordura das sementes torradas. Com a sua máquina, uma prensa hidráulica, Van Houten conseguiu fabricar o cacau em pó. Depois, tratou esse pó com sais, como carbonatos de potássio ou de sódio, para facilitar sua mistura na água. O produto final tinha uma cor escura e um gosto suave. O cacau em pó tornou possível a fabricação do chocolate sólido. Em 1849, o inglês Joseph Fry produziu a primeira barra de chocolate comestível. Nesse mesmo período foram desenvolvidos vários processos que contribuíram para criar o chocolate como conhecido atualmente.

 

Em 1879, Daniel Peter, chocolateiro suíço, teve a idéia de usar leite condensado, inventado pelo químico Henri Nestlé em 1867, para fazer o chocolate ao leite. Nesse mesmo ano Rodolphe Lindt inventou um processo para melhorar a qualidade dos bombons de chocolate. Em 1913 foi publicada pela Baker’s Company a primeira receita de “tabletes de baunilha”, um doce feito com manteiga de cacau, açúcar, leite e baunilha, depois batizada de “chocolate branco” que não leva cacau na fórmula, apenas a gordura tirada da semente. Durante as grandes guerras mundiais o poder energético e antidepressivo do chocolate é reconhecido pelo exército americano e começa a fazer parte da “ração D”, levada pelos soldados. Nos EUA, em 1941, Forrest Mars lança o M&M’s, pastilhas de chocolate recobertas com uma camada de açúcar colorido. Ele tinha visto soldados espanhóis comerem algo parecido durante a Guerra Civil Espanhola. Atualmente a Mars é a maior compradora de cacau do mundo. Atualmente as grandes empresas têm passado por um processo de compras fusões e aquisições, o que tem impulsionado uma transformação na indústria dos doces. Após do negócio entre a Mars e a Wrigley, ocorreram outras 24 fusões de empresas menores. Além disso, a americana Hershey’s e a inglesa Cadbury, duas das maiores do mundo, também negociam os termos de uma fusão da qual sairiam com 15% do mercado e o primeiro lugar no ranking mundial. Juntas, a Mars e a Wrigley ficaram com 14,4%.

 

O Chocolate no Brasil

 

Chocolate

Cultivo de cacau em Ilhéus.

Apesar de ter sua origem no continente americano, a produção e o consumo de chocolate no Brasil foi introduzido pela colonização dos europeus que já haviam aprimorado suas formas de produção e consumo. A cultura cacaueira foi introduzida no Brasil no século XVII pelos portugueses, sendo um importante produto da Amazônia Portuguesa.  A partir do Brasil levaram também a Guiné, de onde ele iria-se difundir para outras colônias europeias da África Ocidental e mais tarde para o Sudeste asiático e para a Oceania. O cultivo brasileiro em larga escala teve início no século XIX, na região de Ilhéus, no sul da Bahia. As condições climáticas adequadas fizeram com que o país liderasse a produção mundial de cacau no período entre 1905 e 1910 . Em 1993 a produção mundial de cacau in natura era de 2,5 milhões de toneladas (duas mil vezes maior que o tesouro de Montezuma), procedentes em 75% de cinco países: Costa do Marfim (840.000 toneladas), Brasil (300.000), Indonésia (280.000), Gana (240.000) e Malásia (195.000). Na safra internacional de 2000/2001 em função da existência de pragas nas cultura, especialmente a vassoura-de-bruxa o Brasil passou a ocupar o 5º lugar, com uma produção de 150.000 toneladas.

 

Somente a partir da segunda metade do século Século XIX algumas fábricas foram instaladas no Brasil. Em Porto Alegre os irmãos Franz e Max Neugebauer, imigrantes alemães, juntamente com o sócio Fritz Gerhardt fundaram a empresa Neugebauer Irmãos & Gerhardt em 1891, tendo sido a mais antiga fábrica brasileira de chocolate. Em 2008, a Nestlé, a Kraft e a Garoto detinham 90% do mercado brasileiro, enquanto a Mars conta com 3% e o restante do mercado é tomado por centenas de companhias regionais. A Kraft Foods é a segunda maior fabricante de chocolates do Brasil, com 35,8% das vendas em 2009, segundo a Nielsen, atrás apenas da Nestlé e de sua controlada, a Garoto, que têm 22,5% e 22% do mercado, respectivamente. Além dessas existem outras marcas, são 21 redes que trabalham com chocolate e buscam expansão através de franchising. Atualmente o Brasil é o quarto produtor mundial de chocolate. Um teste realizado pela PRO Teste, em Novembro de 2010, com algumas marcas brasileiras de chocolate ao leite revelam que o chocolate produzido no Brasil possui boa higiene e qualidade nutricional também possuindo um bom sabor, entretanto a organização reivindica das autoridades que regras mais claras sejam definidas para garantir a qualidade e a identidade dos chocolates, haja visto a quantidade elevada de sacarose.

Fonte:-https://pt.wikipedia.org/wiki/Chocolate

 

 

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